A região metropolitana de São Paulo registrou, ao menos, cinco mortes após o consumo de bebidas alcoólicas supostamente contaminadas com metanol. Entre os produtos consumidos, estão gim, uísque e vodca.

O metanol é um tipo de álcool que possui algumas semelhanças com o etanol presente nas bebidas. Ambos são incolores, inflamáveis e têm cheiro parecido, razão pela qual é difícil identificar as diferenças.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Garrafas de bebidas alcoólicas

Embora o metanol possa aparecer em qualquer bebida, é mais provável encontrá-lo nos destilados, como explicou o professor de toxicologia clínica Rinaldo Tavares, em entrevista ao UOL .

“O processo de destilação de bebida produz um teor alcoólico maior que o processo de fermentação pura e simples, como na cerveja e no vinho”, informou o docente da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Como o metanol é adicionado

Segundo o especialista, o metanol pode adicionado ilegalmente durante ou após a fabricação, a fim de baratear ou aumentar o teor alcoólico do produto. Nesse caso, o álcool é colocado diretamente na garrafa ou no drink.

Em situações menos prováveis de acontecer, a substância pode ser gerada nos métodos tradicionais de fabricação, dependendo dos micróbios e dos tipos de materiais vegetais usados na fermentação. “Nas fábricas, pode se formar uma pequena quantidade de metanol. Mas, normalmente, ela é retirada. Existe um controle”, esclareceu o professor Rinaldo Tavares à reportagem do UOL .

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Cerveja e vinho

Ainda conforme o especialista, no caso de cervejas, a quantidade de metanol gerada é bem pequena, por se tratar de uma bebida de menor teor alcoólico. Contudo, ele alerta que é preciso atentar para produções artesanais, no caso de vinhos e cervejas, e destilarias clandestinas.