Após 15 anos preso pelo chamado “Crime da 113 Sul”, Francisco Mairlon Barros Aguiar foi libertado na madrugada desta quarta-feira (15), deixando o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A decisão partiu do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou sua soltura imediata ao reconhecer, de forma unânime, sua inocência e anular todo o processo judicial desde o início.

O caso ficou conhecido nacionalmente por envolver o triplo assassinato do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, de sua esposa, Maria Villela, e da empregada doméstica Francisca Nascimento da Silva. O crime ocorreu em 2009, em um apartamento da Asa Sul, em Brasília, e chocou o país pela brutalidade.

A decisão do STJ foi baseada em falhas graves na investigação e na condução processual, que comprometeram a validade das provas usadas para condenar Mairlon.

Com a anulação, ele foi declarado inocente e teve o direito à liberdade restabelecido após mais de uma década de prisão injusta.