Saul Klein, filho de Samuel Klein, fundador das Casas Bahia , voltou a atacar o irmão, Michael, na disputa pela herança bilionária do pai, agora acusando-o de fraude processual no inventário. Segundo Saul, Michael teria agido sem autorização em nome da irmã de ambos, Eva Lea Klein, que foi interditada nos Estados Unidos em 2019. A acusação foi confirmada, segundo ele, em manifestação enviada à Justiça na quarta-feira (22) pelos advogados de Eva, do escritório França & Nunes Pereira, que se disseram surpresos com os atos praticados por Michael.
No documento ao qual o Metrópoles teve acesso, os advogados afirmam que confiavam em Michael, acreditando que ele não atuaria em nome de Eva, nem por si nem por terceiros, sem prévia consulta ou anuência dos representantes legais da herdeira. A petição ainda destaca que os impactos dessas possíveis irregularidades no inventário de Samuel Klein e em outros atos correlatos ainda estão sendo avaliados, assim como as medidas legais cabíveis para regularizar a situação.
Eva Lea Klein foi declarada incapaz pela Justiça da Flórida, nos Estados Unidos, em processo conduzido pela 15th Judicial Circuit Court, devido a quadro de demência frontotemporal diagnosticado desde março de 2015. A interdição impede que ela atue de forma independente em questões legais e financeiras, incluindo a administração de sua participação no inventário do pai, reforçando a necessidade de representação legal para qualquer ato em seu nome.
Saul Klein, em nota, afirmou que a gravidade do caso foi reconhecida pelo advogado atual de Eva, Erasmo Valladão França, que assumiu recentemente a defesa da herdeira e se disse surpreso com a constatação de que atos vinham sendo praticados em nome de Eva por Michael e outros advogados. Segundo Saul, isso abre um “novo e dramático capítulo” no inventário do fundador das Casas Bahia, sob suspeita de fraude à lei e à Justiça.
Michael Klein, também por meio de nota, negou as acusações do irmão e questionou que elas estejam sendo feitas em nome de Eva, afirmando que a irmã certamente não conhece nem contratou pessoalmente os advogados do escritório França & Nunes Pereira.