A Polícia Civil do Piauí informou que a movimentação financeira do esquema de pirâmide envolvendo o empresário Chico Trader, preso nesta quarta-feira (22), ultrapassou a cifra de R$ 600 milhões em dois anos. O dono da empresa Xtreme se apresentou à sede do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), em Teresina.
Segundo o delegado Luciano Alcântara, os novos levantamentos ampliaram a estimativa inicial de R$ 450 milhões. “Falávamos em 450 milhões de reais de movimentação, cálculo contábil entre crédito e débito da empresa Xtreme e do Francisco. Subiu para mais de 600 milhões de movimentação circulando entre as contas do Francisco e da Xtreme”, afirmou.
De acordo com a investigação, embora a empresa tenha sido criada em 2022, a captação de recursos de investidores começou no ano seguinte. “Ela começa a atuar com capital de terceiros a partir de 2023. Então, de 2023 até 2025, circulou entre as contas do Francisco e da empresa mais de 600 milhões de reais”, explicou o delegado.
Conforme a Polícia Civil, a Xtreme era utilizada como empresa de fachada para captar recursos de investidores mediante promessa de altos rendimentos em operações no mercado financeiro. As investigações apontam que os depósitos eram feitos diretamente nas contas da empresa, sem observância das regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o que favorecia a mistura entre os recursos da empresa e o patrimônio pessoal do investigado.
Brunno Suênio
Thais Guimarães
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