Articulações na direita registradas nos últimos dias reforçaram os rumores que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já definiu o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), como seu candidato à Presidência nas próximas eleições. Além dele, a aposta também é que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) seja a segunda opção na disputa, ou até mesmo complete a chapa possivelmente chefiada por Tarcísio.

Eventos do meio político fortaleceram essas suposições, e uma delas foi o lançamento da pré-candidatura de deputada Bia Kicis (PL-DF) ao Senado, ocorrido na última quarta-feira (12). O nome da parlamentar nessa corrida faz parte de uma estratégia do PL para ampliar a presença no Senado, e assim barrar o Supremo Tribunal Federal (STF).

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Tarcísio de Freitas

Outro acontecimento foi o pedido de Bolsonaro feito ao ministro Alexandre de Moraes feito na última terça-feira (11), em que solicitou uma reunião com Tarcísio de Freitas na “data mais breve possível”. O encontro é motivado pela “necessidade e diálogo direto”, e deve acontecer na casa do ex-presidente, onde ele cumpre prisão domiciliar. A visita foi autorizada para o dia 10 de dezembro.

A possível chapa com Tarcísio e Michelle também está relacionada a parte do consenso entre líderes de partidos de centro e direita, para unificar o campo conservador e escolher um nome competitivo na disputar contra a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A expectativa é que a chapa seja anunciada até o começo de dezembro.

Contrapondo esse entendimento, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tenta continuar sendo considerado uma opção para as eleições à Presidência, e acusa as movimentações de estarem apenas pressionando o pai para escolher Tarcísio. No entanto, assim como o ex-presidente, ele caminha para a inelegibilidade, uma vez que o STF agilizou um processo para condená-lo pela sua atuação nos Estados Unidos.

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