A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, na sexta-feira (28), que a bandeira tarifária de dezembro será a amarela, representando um acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos. O valor é menor do que o cobrado em outubro e novembro, quando estava em vigor a bandeira vermelha patamar 1, que adicionava R$ 4,46 por 100 kWh à conta de luz. É a primeira vez desde 2019 que o patamar amarelo é acionado para o mês de dezembro.
Mesmo assim, o volume de precipitações ainda deve ficar abaixo da média histórica do mês, o que mantém a necessidade de uso das usinas termelétricas, mais caras e menos eficientes. “Diante de condições de geração de energia um pouco mais favoráveis, foi possível mudar da bandeira vermelha patamar 1 para amarela”, afirmou a agência em nota. “O acionamento das termelétricas continua sendo essencial para atender à demanda.”
Como funcionam as bandeiras tarifárias
O sistema de bandeiras tarifárias indica o custo de geração de energia no país. Em períodos de pouca chuva, as hidrelétricas produzem menos, e o governo precisa recorrer às termelétricas, que têm custos maiores. Para equilibrar essas despesas, são aplicadas tarifas extras:
Bandeira amarela: cobrança moderada (R$ 1,88/100 kWh)
Bandeira vermelha patamar 1: custo elevado (R$ 4,46/100 kWh)
Bandeira vermelha patamar 2: custo ainda maior
A mudança para o patamar amarelo indica uma leve melhora no cenário energético, mas sem condições suficientes para retorno à bandeira verde, quando não há cobrança adicional.