O ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal ( STF ), determinou que a Polícia Federal realize uma perícia médica sobre o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para autorização de cirurgias. A decisão prevê prazo de quinze dias e foi motivada pela falta de exames recentes que comprovem a necessidade imediata dos procedimentos.

No despacho, Moraes registrou que os laudos apresentados pela defesa têm três meses e não indicavam urgência cirúrgica no período em que foram produzidos. O ministro destacou que, desde a prisão de Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, em 22 de novembro, não houve comunicação de intercorrência médica que justificasse intervenção emergencial.

Foto: Rômulo Serpa/CNJ
Ministro do STF, Alexandre de Moraes

A defesa solicita que Bolsonaro seja liberado para deslocamento ao Hospital DF Star, onde estão previstas duas intervenções: bloqueio anestésico do nervo frênico, indicado para controlar episódios de soluço, e herniorrafia inguinal. Os advogados afirmam que o conjunto das condições de saúde do ex-presidente, incluindo doenças respiratórias, problemas gastrointestinais, hipertensão e comorbidades cardiovasculares, exige acompanhamento contínuo.

No mesmo pedido, a defesa argumenta que o estado clínico de Bolsonaro seria incompatível com o ambiente prisional e solicita prisão domiciliar humanitária. Os advogados afirmam que o risco de fuga não existe e atribuem o episódio de violação da tornozeleira eletrônica a confusão mental. A decisão sobre os requerimentos dependerá dos resultados da perícia determinada por Moraes.