O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), comentou nesta sexta-feira (12) a operação da Polícia Federal que apura desvios na destinação de emendas parlamentares e que teve como um dos alvos Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, ex-assessora ligada à Presidência da Câmara. À reportagem do Metrópoles , Lira afirmou considerar inadequado mencionar desvios de emendas antes da conclusão das investigações e destacou que a servidora exercia funções técnicas relacionadas ao orçamento.

Segundo Lira, a ex-assessora atuava vinculada à Presidência da Câmara e tinha atribuições semelhantes às de servidores que trabalham com lideranças de outros Poderes. Ele afirmou que, no momento, é necessário aguardar o avanço da investigação para esclarecer os fatos. O deputado mencionou que atividades relacionadas à execução orçamentária também são desempenhadas por estruturas como a Secretaria de Relações Institucionais (SRI).

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Arthur Lira

Mariângela Fialek está atualmente lotada na Liderança do Partido Progressista na Câmara. A operação investiga possíveis irregularidades no direcionamento de recursos públicos por meio de emendas parlamentares. Lira disse que ela é reconhecida pela atuação técnica e que presta serviços a diferentes partidos. Segundo ele, a servidora lida diretamente com questões orçamentárias e participa de negociações com representantes de diferentes siglas.

O deputado destacou ainda que considera incorreta a afirmação de que a ex-assessora seria funcionária de seu gabinete. Em nota enviada pela assessoria, Lira informou que não é alvo de investigação e que não há nenhuma medida da Polícia Federal direcionada a ele. A assessoria reforçou que a operação não inclui o parlamentar entre os investigados.

As buscas da Polícia Federal também ocorreram na própria Câmara dos Deputados. Policiais estiveram na sala 135 do Anexo II, identificada como “assessoria da presidência” e conhecida internamente como “sala do orçamento secreto”. O corredor do local foi isolado pela Polícia Legislativa, seguindo o protocolo adotado em operações realizadas dentro da Casa.

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