Informações obtidas por meio da Lei de Acesso à Informação indicam que o Banco Central não possui registros de atuação institucional vinculada à advogada Viviane Barci de Moraes no período em que esteve vigente um contrato firmado entre seu escritório e o Banco Master. Segundo a autarquia, não foram identificadas visitas, reuniões ou qualquer tipo de movimentação entre janeiro de 2024 e a data atual.
Posicionamento semelhante foi adotado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que também informou não ter localizado registros de encontros ou tratativas envolvendo a advogada ou representantes de seu escritório. As duas instituições estavam entre os órgãos listados no contrato como frentes estratégicas de atuação junto ao poder público.
O acordo previa a prestação de serviços jurídicos e institucionais por um período de três anos, com valores mensais elevados e atuação em áreas estratégicas relacionadas à regulação e à concorrência. Apesar da abrangência descrita no documento contratual, não há evidências formais de atividades junto aos órgãos federais mencionados.
Paralelamente, o Banco Central rejeitou a operação de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), após apontar indícios de irregularidades contábeis. O caso foi encaminhado ao Ministério Público Federal e segue sob apuração, envolvendo suspeitas de fraudes financeiras e possíveis prejuízos bilionários à instituição compradora.