O empresário e publicitário Marcos Valério , condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como operador do esquema do Mensalão no primeiro governo do presidente Lula , voltou à mira das autoridades. Marcos é um dos investigados em uma operação deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que apura um suposto esquema de sonegação de impostos e lavagem de dinheiro envolvendo atacadistas e redes de supermercados no estado.
A Operação Ambiente 186 foi deflagrada na manhã desta terça-feira (2), com o cumprimento de mandados de busca e apreensão em diversas cidades de Minas Gerais. De acordo com a investigação, o grupo empresarial teria deixado de pagar mais de R$ 215 milhões de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
O grupo atuava criando empresas de fachada para simular operações interestaduais e suprimir o valor real do imposto devido, tanto o ICMS próprio quanto o recolhido por substituição tributária. A atividade, segundo os investigadores, tinha o objetivo de reduzir o custo das mercadorias e ampliar os ganhos ilícitos dos envolvidos.
As buscas foram realizadas em sedes de empresas e nas casas de empresários e funcionários apontados como participantes do esquema. Celulares, eletrônicos, documentos e outros materiais capazes de comprovar o funcionamento da fraude foram apreendidos, além de veículos de luxo utilizados para movimentar os valores ilegais.
A Justiça também determinou o bloqueio dos bens dos investigados no valor de R$ 476 mil.