A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS blindou pelo menos cinco investigados da nova fase da Operação Sem Desconto, ao deixar de convocá-los para prestar esclarecimentos ao colegiado nos últimos meses. A ação policial foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (12).
Conforme levantamento do Metrópoles , os investigados são: Weverton Rocha (PDT); seu braço direito, Gustavo Marques Gaspa; o então número dois do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal; a empresária Roberta Luchsinger; e a ex-publicitária das campanhas do PT e sócia do “Careca do INSS” em Portugal, Danielle Miranda Fonteles.
Essas pessoas foram alvo de requerimentos apresentados por parlamentares da oposição, que utilizaram diversos argumentos, entre eles provas reunidas pelo colegiado, a partir de documentos e da quebra de sigilo fiscal e bancário de terceiros.
Os autores dos requerimentos também se basearam em reportagens da imprensa para justificar a convocação dessas pessoas na condição de testemunhas. A estratégia de integrantes da CPMI para blindar alguns alvos baseou-se na rejeição de requerimentos de convocação. A rejeição da quebra de sigilo de movimentações financeiras, por haver maioria governista no colegiado, também foi uma das medidas adotadas.
O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), fez críticas e atribuiu à base governista do colegiado a responsabilidade pelas blindagens de algumas pessoas que foram alvo da operação deflagrada nesta quinta-feira.