A ponte Internacional da Integração Brasil-Paraguai, foi aberta para os caminhões no último final de semana após a inauguração da estrutura de ligação entre Brasil e Paraguai. Ela ficou três anos fechada. Apesar de unir os países, duas cerimônias distintas foram realizadas pelo presidente Lula (PT) e pelo paraguaio Santiago Peña , uma de cada lado da fronteira. Mais um capítulo conturbado na trajetória da obra, que ficou nacionalmente conhecida pela conclusão antes dos acessos rodoviários e das aduanas de fronteira. Além disso, a ponte da Integração ainda pode ganhar um pedágio, o que foi cogitado durante a passagem de Lula por Foz do Iguaçu (PR).
O ministro dos Transportes, Renan Filho , não eliminou a possibilidade de cobrança de pedágio na estrutura, apesar de a obra ter sido financiada com recursos públicos e da Itaipu Binacional. “Não está descartado, nós vamos avaliar em todas as condições, mas aqui foi o povo quem pagou. Se a ponte for concedida, a gente vai pegar esse dinheiro para fazer novas obras. O que está em estudo no Brasil é que, se você já largar com a ponte pedagiada, talvez a própria iniciativa privada possa construir a estrutura, sem dinheiro público”, disse Renan.
A população de Foz do Iguaçu, enxerga a ideia de cobrança com preocupação, principalmente nos setores do comércio, do transporte e do turismo, que se preocupam com impacto dos custos da logística entre Brasil e Paraguai.
A ponte da Integração é considerada essencial para o escoamento de cargas e para a mobilidade regional devido ao excesso de trânsito entre as cidades fronteiriças. Com a nova estrutura liberada apenas para os caminhões, a passagem de veículos leves segue sendo realizada exclusivamente pela ponte da Amizade.