O ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques , foi preso nesta sexta-feira (26) no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi em Assunção, no Paraguai. Ao tentar entrar no país, ele foi flagrado usando passaporte e documento de identidade falsos, em nome de Julio Eduardo Baez Fernandes, cidadão paraguaio de 44 anos.
A documentação apresentada por Silvinei apresenta data de emissão em 6 de novembro de 2025, ou seja, dez dias antes dele ser julgado e condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela participação em suposta trama golpista. Ele foi sentenciado a 24 anos e seis meses de prisão.
Acontece que Julio Eduardo já havia avisado às autoridades que perdeu seus documentos, o que levantou a desconfiança dos agentes de migração foi a discrepância entre a foto que estava nos documentos e o rosto do ex-diretor da PRF.
Na checagem das numerações e comparação das digitais pela imigração, Silvinei confessou que utilizava documentos falsos, o que levou à sua prisão. Posteriormente, ele será expulso do Paraguai e deve ser entregue às autoridades brasileiras ainda nesta sexta-feira (26).
Falha na tornozeleira
Na madrugada de 25 de dezembro, dia do Natal, a tornozeleira eletrônica utilizada pelo ex-diretor-geral da PRF apresentou uma falha. A Polícia Federal chegou a ir até a casa de Silvinei, mas não o localizaram.
A corporação comunicou o fato às autoridades da Colômbia, Argentina e Paraguai. Após a comunicação de sua prisão, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, converteu as medidas cautelares pela prisão preventiva de Silvinei.