Os Correios decidiram não renovar, neste ano, o pagamento do benefício de Natal no valor de R$ 2,5 mil destinado aos funcionários da estatal. A quantia havia sido concedida em 2024 como parte do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), mas foi suspensa diante da grave crise financeira enfrentada pela empresa.

O último balanço divulgado pela companhia, no fim de novembro, registrou um prejuízo de R$ 6 bilhões acumulado nos três primeiros trimestres de 2025, período que corresponde de janeiro a setembro. Com isso, os Correios já somam 13 trimestres consecutivos de resultados negativos, sequência iniciada no final de 2022.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
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A situação financeira crítica levou o Tesouro Nacional a informar, nesta terça-feira (2), que não dará aval ao empréstimo de R$ 20 bilhões solicitado pela estatal caso as taxas de juros negociadas superem 120% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

A equipe econômica do Governo Federal avalia alternativas para garantir fôlego à empresa no curto prazo, permitindo que os Correios possam negociar condições melhores com instituições financeiras. Na quinta-feira (2), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad , afirmou que eventuais aportes do Tesouro serão realizados dentro dos limites das regras fiscais.

Como parte das medidas de contenção de gastos, os Correios anunciaram também a ampliação do Programa de Demissão Voluntária (PDV), que agora prevê a saída de 15 mil funcionários. Do total, 10 mil desligamentos estão previstos para 2026 e outros 5 mil para 2027.

Em nota, a área de comunicação da estatal informou que “todos os assuntos relativos ao Acordo Coletivo de Trabalho estão sendo tratados direta e exclusivamente com os representantes dos empregados na mesa de negociação”.

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