O corpo da brasileira Juliana Marins , que morreu durante uma trilha no vulcão Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia, chegou ao Brasil na tarde desta terça-feira (01). O traslado foi realizado em um voo da Emirates Airlines, que pousou no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, por volta das 17h. A retirada do corpo foi acompanhada pela Polícia Federal.
Juliana, natural de Niterói (RJ), estava em viagem pela Ásia quando sofreu uma queda durante a trilha, contudo, as circunstâncias da morte ainda geram dúvidas. A família contesta o laudo apresentado pelas autoridades indonésias, que apontaram acidente como causa do óbito, e solicitou a realização de uma nova autópsia no Brasil. De acordo com a Defensoria Pública da União (DPU), o novo exame deverá ser feito em até seis horas após a chegada do corpo, para preservar eventuais evidências, a instituição representa oficialmente a família e acompanha o caso ao lado da Advocacia-Geral da União (AGU).
Os detalhes da necropsia ainda não foram definidos. Uma reunião entre representantes da DPU, da AGU e do governo do Rio de Janeiro foi realizada nesta terça-feira para discutir os trâmites e determinar em qual instituição será realizado o procedimento. O governo federal, por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acompanha de perto o caso, diante da repercussão nacional e internacional.
A principal dúvida levantada pela família diz respeito à possibilidade de omissão de socorro. Imagens de drones, feitas por turistas que estavam na região, sugerem que Juliana poderia ter sobrevivido por mais tempo após a queda. Segundo os familiares, há indícios de que ela teria resistido por dias antes de receber atendimento, hipótese não confirmada pela autópsia feita na Indonésia. A nova perícia, segundo a DPU, buscará esclarecer pontos no atestado de óbito emitido pela Embaixada do Brasil em Jacarta, visto que o documento baseou-se em informações da autópsia feita por autoridades indonésias, mas não esclareceu o momento exato da morte.
A Prefeitura de Niterói, cidade natal de Juliana, arcou com os custos do translado do corpo ao Brasil. A família espera que a nova autópsia traga respostas sobre o que realmente aconteceu durante a trilha no vulcão.