O líder religioso Silas Malafaia está sendo investigado pela Polícia Federal no âmbito de um inquérito que também envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro , seu filho Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo. O inquérito foi aberto em maio de 2023 e investiga ações direcionadas contra autoridades públicas, o Supremo Tribunal Federal (STF) e agentes governamentais, além de esforços para buscar sanções internacionais contra o Brasil. Essas ações são vistas como tentativas de prejudicar o andamento de processos em que Bolsonaro é réu, segundo o ministro Alexandre de Moraes , responsável pela investigação.

Entre os crimes em apuração estão a coação no curso do processo, obstrução da investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Malafaia, conhecido por seu apoio público a Bolsonaro, é acusado de ter organizado um ato em favor do ex-presidente no dia 3 de agosto, evento que resultou na aparição de Bolsonaro em um vídeo transmitido por redes sociais. Esse ato gerou repercussão e, no dia seguinte, levou à prisão domiciliar de Bolsonaro.

A investigação busca entender o papel de Malafaia e demais envolvidos nas movimentações políticas e jurídicas que poderiam comprometer o processo eleitoral e as instituições democráticas no Brasil. O líder religioso é acusado de participar ativamente de uma rede que visa pressionar o sistema judiciário e enfraquecer as ações de investigação contra o ex-presidente.

Nesta quinta-feira (14), Malafaia publicou um vídeo em suas redes sociais onde reafirmou suas críticas ao ministro Alexandre de Moraes, reiterando seu discurso de que o ministro deveria ser julgado e preso.