O ministro da Casa Civil, Rui Costa , pediu nesta terça-feira (26) que os colegas de Esplanada intensifiquem as entregas e a comunicação das ações do Governo Federal na reta final do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A orientação ocorre a menos de um ano e meio das eleições de 2026, quando o petista deve tentar a reeleição, e busca reforçar a presença de ministros nos estados para destacar resultados e comparações com a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A cobrança foi feita durante a segunda reunião ministerial do ano, convocada às pressas após derrotas do governo na CPMI do INSS na semana passada. O encontro também acontece em meio a pressões externas, como as vindas dos Estados Unidos, para que seja suspenso o julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). Na avaliação de Costa, é necessário mostrar ao público o impacto direto das políticas do governo atual, ressaltando avanços em áreas sociais e econômicas.

Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República - Fellipe Sampaio/STF
Lula e Jair Bolsonaro

Segundo o ministro, a estratégia deve incluir maior presença física e virtual dos titulares de pastas, além de entrevistas e agendas em diferentes estados. Ele destacou que a comunicação precisa comparar de forma clara o “antes e depois”, apontando melhorias obtidas durante a atual gestão. “Em todos os itens, sem exceção, vamos ter resultados mais positivos”, afirmou Rui Costa, que vem atuando como articulador central das ações do governo.

O esforço para reforçar as entregas ocorre no mesmo momento em que Lula intensifica conversas com partidos da base aliada. Apesar da aproximação, legendas como União Brasil e PSD já sinalizaram planos de apoiar candidatos próprios ou nomes da oposição em 2026. O União Brasil deve lançar o governador Ronaldo Caiado (GO), enquanto o PSD estuda apoiar uma eventual candidatura do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), adversários diretos do Palácio do Planalto na disputa sucessória.