O advogado Martin De Luca, representante das plataformas Trump Media e Rumble no Brasil, acusou nessa terça-feira (26) o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes , de receber tratamento privilegiado em um processo envolvendo citação judicial vinda dos Estados Unidos. De Luca classificou o raciocínio do magistrado como “perverso” e alegou falta de isonomia nas ações judiciais.

Segundo De Luca, enquanto o jornalista Paulo Figueiredo e a plataforma Rumble foram intimados de maneira direta por suas atividades online, Alexandre de Moraes teria evitado a notificação por seis meses. “O Rumble é ‘intimado’ por e-mail. Mas quando chega a vez de Moraes ser notificado? Ele passa seis meses se esquivando e o STJ coloca o processo em segredo de justiça”, afirmou o advogado. Ele também apontou que a Advocacia-Geral da União (AGU) teria atuado para protelar o andamento da notificação.

Alexandre de Moraes perverse reasoning goes like this. Brazilian journalist and activist in the U.S. Paulo Figuereido gets “served” because he posted a video online. Rumble gets “served” by email. But when it’s Moraes turn to get served? He spends 6 months dodging service and… — Martin De Luca (@emd_worldwide) August 27, 2025

O advogado também revelou que se tornou alvo da Polícia Federal após se posicionar publicamente contra decisões do ministro. Contudo, o relatório da Polícia Federal sobre Jair Bolsonaro revelou trocas de mensagens entre o ex-presidente e De Luca.

De acordo com o documento, o advogado teria colaborado com Bolsonaro para contestar decisões de Alexandre de Moraes, em uma tentativa de enfraquecer o avanço de ações que atingem interesses compartilhados entre Eduardo Bolsonaro e a plataforma Rumble.