O advogado Martin De Luca, representante das plataformas Trump Media e Rumble no Brasil, acusou nessa terça-feira (26) o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes , de receber tratamento privilegiado em um processo envolvendo citação judicial vinda dos Estados Unidos. De Luca classificou o raciocínio do magistrado como “perverso” e alegou falta de isonomia nas ações judiciais.
Segundo De Luca, enquanto o jornalista Paulo Figueiredo e a plataforma Rumble foram intimados de maneira direta por suas atividades online, Alexandre de Moraes teria evitado a notificação por seis meses. “O Rumble é ‘intimado’ por e-mail. Mas quando chega a vez de Moraes ser notificado? Ele passa seis meses se esquivando e o STJ coloca o processo em segredo de justiça”, afirmou o advogado. Ele também apontou que a Advocacia-Geral da União (AGU) teria atuado para protelar o andamento da notificação.
O advogado também revelou que se tornou alvo da Polícia Federal após se posicionar publicamente contra decisões do ministro. Contudo, o relatório da Polícia Federal sobre Jair Bolsonaro revelou trocas de mensagens entre o ex-presidente e De Luca.
De acordo com o documento, o advogado teria colaborado com Bolsonaro para contestar decisões de Alexandre de Moraes, em uma tentativa de enfraquecer o avanço de ações que atingem interesses compartilhados entre Eduardo Bolsonaro e a plataforma Rumble.