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“Niño Guerrero”: saiba quem era o traficante morto em operação dos EUA na Venezuela

Nascido em Maracay, no estado de Aragua, Guerrero iniciou sua trajetória no crime nos anos 2000.

Apontado como um dos criminosos mais procurados da América Latina, Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como "Niño Guerrero", morreu durante uma operação conjunta realizada pelos Estados Unidos e pela Venezuela no estado de Bolívar. A morte do líder do grupo criminoso Tren de Aragua foi confirmada pelas autoridades dos dois países.

Nascido em Maracay, no estado venezuelano de Aragua, Guerrero iniciou sua trajetória no crime nos anos 2000, acumulando passagens por roubos e tráfico de drogas. Sua notoriedade aumentou após o assassinato de um policial, crime que contribuiu para sua ascensão no submundo do crime organizado.

Foto: DivulgaçãoNiño Guerrero
Niño Guerrero

Preso em 2010, ele passou a cumprir pena no Centro Penitenciário de Aragua, onde consolidou sua influência. Mesmo atrás das grades, conseguiu transformar a prisão em um centro de operações do crime organizado. O local ficou conhecido pela estrutura incomum, que incluía áreas de lazer e privilégios incompatíveis com o sistema penitenciário tradicional.

Sob sua liderança, o Tren de Aragua deixou de ser uma gangue local para se tornar uma organização criminosa transnacional. O grupo expandiu sua atuação para diversos países da América do Sul, incluindo Colômbia, Peru, Chile, Equador, Panamá e Brasil, sendo investigado por crimes como tráfico de drogas, extorsão, tráfico de pessoas, exploração sexual e assassinatos.

Autoridades americanas classificaram o Tren de Aragua como uma organização terrorista estrangeira em 2025 e ofereceram recompensa de até US$ 5 milhões por informações que levassem à captura de Guerrero. Ele também respondia a acusações nos Estados Unidos relacionadas a extorsão, tráfico de armas e apoio a atividades criminosas internacionais.

A operação que resultou em sua morte é considerada um dos maiores golpes já desferidos contra a organização criminosa. Apesar disso, especialistas avaliam que o impacto sobre as atividades do grupo dependerá da capacidade das autoridades de desarticular sua estrutura e impedir o surgimento de novas lideranças.

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