O Supremo Tribunal Federal (STF) adotará um esquema especial de segurança para o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus, marcado para começar no dia 2 de setembro e seguir até o dia 12. Entre as medidas estão o fechamento da Praça dos Três Poderes, uso de cães farejadores, drones e reforço no efetivo de agentes.
A segurança da Corte atuará em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. O plano inclui barreiras, detectores de metais, rondas ampliadas e vigilância permanente no prédio do STF. Atualmente, cerca de 30 agentes extras permanecem no local durante a noite, além de varreduras semanais nas residências dos ministros.
O reforço também conta com policiais judiciais de outros tribunais, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Uma força-tarefa foi montada para atuar de forma integrada com equipes do DF e de cortes superiores.
A Polícia Militar do Distrito Federal intensificará a presença de viaturas no entorno da Corte, medida que também cobrirá o feriado de 7 de setembro, quando o julgamento ainda estará em andamento.
O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, convocou sessões extraordinárias para setembro. O julgamento será presencial e poderá definir o futuro dos acusados: entre eles, ex-ministros, militares e aliados de Bolsonaro, denunciados por tentativa de golpe e conspiração contra o resultado das eleições de 2022.
As defesas negam envolvimento e sustentam a ausência de provas. O colegiado decidirá pela condenação ou absolvição dos réus.