O senador Flávio Bolsonaro (PL) criticou, nesta quinta-feira (11), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que formou maioria pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus. Em publicação no X (antigo Twitter), o filho do ex-presidente questionou a fundamentação do voto da ministra Cármen Lúcia, responsável por desempatar o julgamento, que atualmente está em 3 a 1.

“Cármen Lúcia não individualiza uma única conduta de ninguém, não cita uma prova de absolutamente nada. Pessoas que não se conhecem e nunca se falaram passaram a integrar uma organização criminosa. Discurso virou prova de premeditação. Narrativas viraram fundamento jurídico”, escreveu Flávio Bolsonaro.

Carmem Lúcia não individualiza UMA ÚNICA conduta de ninguém, não cita UMA prova de absolutamente nada. Pessoas que não se conhecem e nunca se falaram passaram a integrar uma organização criminosa. Discurso virou prova de premeditação. Narrativas viraram fundamento jurídico.… — Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) September 11, 2025

O senador acrescentou críticas mais duras ao STF, afirmando que a decisão configuraria uma perseguição política: “A pretexto de defender a democracia, os pilares da democracia foram quebrados para condenar um inocente que ousou não se curvar a um ditador chamado Alexandre de Moraes. Suprema perseguição. Querem matar Bolsonaro”.

Em outra postagem, ele disse ainda: “Alexandre de Moraes acaba de provar que transformou o STF em um grande teatro e usou a caneta para se vingar de Jair Bolsonaro. A mais alta corte do Judiciário está fazendo um justiçamento com as próprias mãos, em praça pública. Suprema perseguição. Querem matar Bolsonaro”.

Alexandre de Moraes acaba de provar que transformou o STF num grande teatro e usou a caneta para se vingar de Jair Bolsonaro. A mais alta Côrte do Judiciário está fazendo um justiçamento com as próprias mãos em praça pública. SUPREMA PERSEGUIÇÃO QUEREM MATAR BOLSONARO — Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) September 11, 2025

O ministro Luiz Fux defendeu a absolvição da maior parte dos acusados, enquanto Alexandre de Moraes e Flávio Dino já haviam se posicionado pela condenação. O voto da ministra Cármen Lúcia acompanhou a maioria, consolidando o entendimento de que os réus cometeram crimes.

Entre os denunciados estão o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete investigados, acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de cinco crimes: organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado por violência e grave ameaça contra patrimônio da União; e deterioração de patrimônio tombado.

Sem anúncio no momento