Marco Aurélio Mello, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal ( STF ), defendeu anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e criticou a postura do atual presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, durante o julgamento encerrado nessa quinta-feira (11).
O magistrado reprovou o fato de Barroso ter tomado assento na Primeira Turma para se pronunciar, logo após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete réus por tentativa de golpe de Estado.
“Para mim, é algo extravagante. Ele ter afastado o secretário ou a secretária da turma e sentado ao lado do presidente da sessão na cadeira respectiva. Para mim é algo extravagante. Ainda bem que nós não tivemos palmas ao final do julgamento, mas ficará também na história do tribunal”, afirmou Marco Aurélio em entrevista ao UOL.
Anistia
Para o ex-ministro, a concessão de anistia iria pacificar o país. “Anistia é ato soberano do Congresso Nacional. É virada de página. Implica pacificação”, afirmou o magistrado.