Nesta sexta-feira (19), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha , desistiu de viajar para os Estados Unidos na comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para participar da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A desistência acontece após uma série de restrições do governo norte-americano ao ministro e seus familiares, que limitava sua circulação em Nova York.
Aliados do chefe da pasta da Saúde afirmaram que Padilha considerou essas limitações desrespeitosas com o Brasil e com o tratado internacional que rege a relação da ONU com o país-sede da organização, nesse caso, os EUA. Outro ponto levado em consideração pelo ministro foi o fato de que ele não poderia ir para o encontro da Organização Pan-Americana de Saúde, que acontece dia 29 de setembro em Washington.
Ele chegou encaminhar uma nota aos ministros de Saúde dos países que integram a OPA, em que diz ter sido alvo uma “decisão arbitrária e autoritária, que afronta o direito internacional e prejudica a cooperação harmônica entre países soberanos”.
Padilha teve o visto revogado pelo governo norte-americano no mês passado, sob a justificativa da atuação que o ministro teve no programa Mais Médicos durante o governo Dilma Rousseff. Para ele, a motivação é injustificável, e disse que a restrição merece repúdio.
“Os pretextos alegados para este ato não têm qualquer amparo nem na realidade dos fatos, nem no arcabouço legal que rege a relação entre os países, na medida em que tenta fabricar acusações infundadas e descabidas contra o Programa Mais Médicos, criado em 2013”, afirmou.