O advogado Celso Vilardi , que representa a defesa de Jair Bolsonaro (PL), iniciou a sustentação oral na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal ( STF ) nesta quarta-feira (3), no segundo dia de julgamento dos oito réus acusados de tentativa de golpe de Estado. Diante dos ministros e do procurador-geral da República, ele negou que o ex-presidente tenha participado de qualquer trama golpista.
“O presidente [Bolsonaro] não atentou contra o Estado Democrático de Direito e não há uma única prova que atrele o presidente a Punhal Verde e Amarelo, a Operação Luneta, e ao 8 de janeiro, nem o delator, que sustento que mentiu, nem ele chegou a mencionar participação”, declarou o representante da defesa.
Celso Vilardi também questionou a maneira como a colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid tem sido utilizada no processo. “A delação, da forma como está sendo proposto nas alegações finais do Ministério Público, é algo que não existe aqui e em nenhum lugar do mundo”, colocou.
Acesso às provas
Ainda conforme o advogado, não houve tempo hábil para análise das provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). “Nós não tivemos o tempo que a Polícia Federal e o Ministério Público tiveram [para analisar as provas]. São bilhões de documentos. Eu não conheço a íntegra desse processo”, completou.
Na sequência, serão ouvidas as defesas do ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, e do general Braga Netto, ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022.