O homem que matou um aposentado com um chute no peito foi condenado a 27 anos de prisão em julgamento realizado por júri popular nessa terça-feira (13), em Santos, no litoral de São Paulo. A vítima, o aposentado Cesar Finé Torresi , de 77 anos, morreu após receber uma 'voadora' desferida por Tiago Gomes de Souza , em junho de 2024. A sentença foi definida após sessão iniciada às 14h no Fórum Criminal da Barra Funda, localizado na zona oeste da capital paulista, com a participação de jurados, testemunhas e interrogatório do réu.

De acordo com os autos, Torresi estava de mãos dadas com o neto, de 11 anos, quando foi agredido. O menino acompanhava o avô no momento em que atravessavam a rua Professor Pirajá da Silva, no bairro Aparecida, em Santos. Tiago dirigia um Jeep Commander e, segundo relatos colhidos durante a investigação, avançou com o veículo enquanto o semáforo estava fechado, levando o idoso a se apoiar no capô do automóvel para evitar ser atingido.

Foto: Reprodução
Tiago Gomes de Souza e Cesar Finé Torresi

Após a travessia, conforme o depoimento do neto e de uma testemunha ouvida pela polícia, o motorista desceu do carro e caminhou em direção ao avô e à criança. Em seguida, Tiago desferiu um chute no peito de Torresi, que caiu desacordado no local. À época, a autoridade policial informou que a vítima sofreu trauma cranioencefálico e ruptura de uma membrana do coração em decorrência do golpe, o que resultou em sua morte.

Pessoas que presenciaram a agressão acionaram o SAMU, responsável pelo atendimento de urgência, e a Polícia Militar. Enquanto o aposentado era socorrido ainda na via pública, o agressor deixou o local. Testemunhas relataram que ele correu em direção a um shopping nas proximidades, onde foi localizado e preso no interior do centro comercial, sendo posteriormente conduzido para as providências legais.

Na sentença, a juíza Patrícia Álvares Cruz registrou que o crime ocorreu na presença de uma criança, circunstância mencionada no texto da decisão. Durante a reconstituição do caso, realizada anteriormente, Tiago chorou, ajoelhou-se e pediu desculpas, enquanto pessoas que acompanhavam o procedimento se manifestaram no local. À época, o advogado de defesa, Eugênio Malavasi, declarou que a agressão teria ocorrido por impulso e sustentou a tese de lesão corporal seguida de morte, argumento analisado durante o julgamento.

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