O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia pode começar a valer ainda no segundo semestre deste ano.

Depois de 26 anos de negociações, o tratado será assinado neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai. Para entrar em vigor, o texto ainda precisará do aval do Parlamento Europeu e do Congresso Nacional brasileiro.

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
Geraldo Alckmin

Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, nesta quinta-feira (15), Alckmin disse que a expectativa do governo é que a aprovação legislativa ocorra até o fim do primeiro semestre. “A gente espera que a lei seja aprovada ainda neste primeiro semestre, para que o acordo passe a valer no segundo”, declarou.

O acordo cria uma ampla zona de livre comércio entre os dois blocos, envolvendo mais de 30 países. A iniciativa deve facilitar o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu, que reúne cerca de 450 milhões de consumidores.

Além disso, o tratado prevê a redução gradual de tarifas de importação sobre itens agrícolas e industriais, o que tende a tornar as exportações brasileiras mais competitivas. Segundo Alckmin, a medida deve impulsionar o agronegócio, a indústria e o setor de serviços, além de estimular investimentos e a geração de empregos no país.

Para o vice-presidente, o acordo também tem um significado simbólico em um cenário internacional marcado por tensões e protecionismo. Ele destacou que a iniciativa demonstra que o diálogo e a cooperação podem fortalecer o comércio global e o multilateralismo, servindo como um sinal positivo para a economia mundial.

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