A Justiça do Piauí soltou, neste domingo (19), o dono da DF Group, Douglas Fonseca, que estava preso desde o dia 10 de julho acusado de estelionato. Ele foi solto mediante o uso de tornozeleira eletrônica. A decisão foi dada pela desembargadora plantonista Maria do Rosário de Fátima.
A informação foi confirmada ao GP1 pelo advogado do empresário, Djalma Filho. "Houve o reconhecimento pelo Tribunal de Justiça de que existiu ilegalidade na decretação da prisão preventiva, que se fez abusiva e desnecessária. Pergunto: O que justifica o delegado pedir a prorrogação da prisão temporária dia 13, e a conversão para preventiva dia 15, sem que tenha havido qualquer fato novo no espaço de dois dias? Se existiu, não está nos autos. Então, fez-se Justiça!", afirmou.
Quanto ao uso da tornozeleira, o advogado disse que não há tal determinação na decisão. "Colocação da tornozeleira indevidamente, algo estranho aconteceu entre a ordem da desembargadora e a execução da ordem, porque o monitoramento eletrônico não foi determinado pela desembargadora plantonista", garantiu o advogado.
As demais medidas cautelares foram: restrição de saída da comarca, mudança de endereço, comunicação com os outros investigados, comparecimento obrigatório aos chamados do juízo e manutenção da retenção do passaporte.
Operação
A operação que mirou Douglas Fonseca foi deflagrada no dia 10 de julho. Foram cumpridos mandados de prisão, busca e apreensão, bloqueios de contas e realizadas apreensões de veículos. Além disso, a DF Group, sediada na zona Leste de Teresina, teve as atividades suspensas.
O GP1 obteve com exclusividade os nomes dos presos, além de Douglas Fonseca: Ícaro Teixeira de Sousa, Milena Alves Torres, Viviane Alves da Silva (gerente do DF Group), Eduardo Lima de Sousa, Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu, Janda Maira de Sousa Silva, Caio Guilherme Campelo, Caio Fonseca Araújo e Vitória Gabriel Conceição Fonseca Araújo.
Segundo a investigação, que resultou na prisão do empresário, o trader liderava uma organização criminosa que atuava de forma estruturada em fraudes eletrônicas para obter vantagens ilícitas, utilizando mecanismos para ocultar e dissimular os recursos obtidos através das práticas criminosas.
O levantamento da Polícia Civil aponta que, somente em Teresina, a atuação do grupo fez pelo menos 70 vítimas.
Contas bancárias
O delegado Matheus Zanatta informou que a Justiça encontrou apenas R$ 38,00 na conta bancária de Douglas Fonseca. Já nas contas ligadas DF Group, foram localizados apenas R$ 5 mil. O montante contrasta com a vida de ostentação e luxo publicadas pelo trader nas redes sociais.
Fábio Wellington
Gil Sobreira
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