O Instituto Nacional do Seguro Social ( INSS ) bloqueou aproximadamente R$ 2 bilhões em repasses ao Banco Master após identificar indícios de irregularidades em contratos de empréstimos consignados firmados com aposentados e pensionistas. Os valores seguem retidos enquanto o instituto analisa a regularidade das operações.

Segundo o INSS, auditorias apontaram descumprimento de normas internas, falhas na documentação dos contratos e inconsistências na validação das assinaturas eletrônicas. Entre os problemas estão a ausência de informações obrigatórias, como taxa de juros e custo efetivo total, além do uso de um modelo contratual considerado inadequado às exigências da autarquia.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Sede do INSS

Desde setembro do ano passado, o Banco Master já estava impedido de conceder novos empréstimos consignados por não ter renovado o acordo de cooperação com o INSS. Ainda assim, o instituto continuou repassando valores referentes a contratos antigos, que agora somam cerca de 250 mil operações sob apuração. O bloqueio ocorreu após o aumento de reclamações de beneficiários, levando o INSS a exigir o envio das cópias contratuais para análise detalhada.

Outro ponto central da investigação envolve as assinaturas eletrônicas, que, segundo Waller, não apresentam mecanismos de verificação, como o código QR. O INSS negou pedidos do banco para liberação dos recursos e marcou uma reunião com o liquidante da instituição, Eduardo Félix Bianchini, para tratar das pendências. Caso as irregularidades não sejam sanadas dentro do prazo, os contratos poderão ser cancelados e os valores descontados indevidamente devolvidos aos segurados.