O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes , após ele ordenar a prisão preventiva do ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Filipe Martins, nesta sexta-feira (2). Nikolas afirmou, por meio das redes sociais, que “Moraes inova no absurdo”.
Ao comentar a decisão que determinou a prisão de Martins, o deputado também mencionou a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Enquanto Jair Bolsonaro enfrenta 153 dias de um cárcere severo, com a saúde debilitada e restrições que impedem até o contato familiar básico, a tirania de Alexandre de Moraes inova no absurdo ao prender Filipe Martins por conta de uma suposta pesquisa no LinkedIn”, declarou.
A Polícia Federal (PF) cumpriu a decisão do ministro ao prender Martins nesta sexta-feira, em sua residência, e conduzi-lo ao presídio de Ponta Grossa (PR). Ele estava em prisão domiciliar desde 27 de dezembro, utilizava tornozeleira eletrônica e teve a prisão preventiva decretada após Moraes apontar o descumprimento de medidas cautelares, em razão do uso de rede social, o que era expressamente proibido.
Filipe Martins teria acessado um perfil no LinkedIn. Diante disso, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a defesa de Martins apresentasse esclarecimentos no prazo de 24 horas. Contudo, a defesa limitou-se a negar que Martins tenha acesso à rede social.
Nikolas afirmou que o pedido de prisão emitido pelo ministro do STF ocorreu em razão de uma “suposta busca”, indicando que não haveria embasamento concreto para a decretação da prisão preventiva, e citou “perseguições” por parte de Moraes. “É a falência do sistema ver alguém ser encarcerado por uma denúncia de uma suposta busca, mesmo cumprindo todas as cautelares a ele impostas há mais de 560 dias. Repito: ou o Senado retira Alexandre de Moraes, ou essas perseguições não terão fim”, declarou.
Condenação de Filipe Martins
O ex-assessor para Assuntos Internacionais de Bolsonaro foi condenado a 21 anos de prisão no julgamento do núcleo 2 da trama golpista. Ele é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de gerenciar ações de uma organização criminosa que tinha o objetivo de manter Jair Bolsonaro no poder.
Martins e aliados fariam parte do núcleo responsável pela elaboração da chamada “minuta do golpe”, pelo monitoramento e por um plano de assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes, além de articulações dentro da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para dificultar o voto de eleitores da Região Nordeste nas eleições de 2022.
Em delação premiada, o tenente-coronel Mauro César Cid afirmou que o então assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência foi o responsável por apresentar a minuta do decreto golpista ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).