O ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (7) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja encaminhado a um hospital para a realização de exames médicos, após uma queda ocorrida na madrugada de terça-feira (6), na sala especial onde está custodiado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Na decisão, Moraes autorizou o deslocamento de Bolsonaro ao Hospital DF Star para a realização de tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma, todos indicados pela equipe médica. O ministro determinou que o transporte e a segurança do ex-presidente sejam realizados pela Polícia Federal de forma discreta, com desembarque pelas garagens do hospital.

Ainda conforme a decisão, a Polícia Federal deverá entrar em contato previamente com a direção do Hospital DF Star, representada pelo diretor Dr. Allison Bruno Barcelos Borges, para acertar os termos e as condições para a realização dos exames. Também foi estabelecido que a PF será responsável por garantir vigilância e segurança completas durante todo o procedimento e no retorno de Bolsonaro à Superintendência da Polícia Federal.

A autorização ocorre em meio às avaliações sobre o estado de saúde do ex-presidente após o incidente registrado dentro da unidade policial.

"Autorizo o deslocamento de Jair Messias Bolsonaro para o Hospital DF STAR, no dia 7 de janeiro de 2026, para a realização de exames médicos indicados: (i) Tomografia Computadorizada de Crânio; (ii) Ressonância Magnética de Crânio; e (iii) Eletroencefalograma. Determino, ainda, que: 1) O transporte e segurança do custodiado deverão ser realizados pela Polícia Federal de maneira discreta e o desembarque deverá ser feito nas garagens do hospital; A Polícia Federal deverá, previamente, entrar em contato com o Diretor do Hospital DF Star, Dr. Allison Bruno Barcelos Borges, para combinar os termos e condições da realização dos exames. 2) A Polícia Federal deverá providenciar a completa vigilância e segurança do custodiado durante a realização dos exames e o posterior retorno à Superintendência da Polícia Federal", escreveu Moraes na decisão.

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