Documentos referentes a uma delação premiada homologada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) revelaram um suposto esquema de propina na ordem de mais de R$ 63 milhões, envolvendo executivos da Aegea , concessionária que controla as empresas Águas do Piauí e Águas de Teresina .

As informações foram divulgadas em reportagem do UOL , publicada na quinta-feira (12). O esquema de propina teria envolvido pelo menos 20 municípios e seis estados: Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Foto: Lucas Dias/GP1
Aegea é responsável pela distribuição de água no Piauí

Uma das delações é do executivo Hamilton Amadeo, que presidia a Aegea na ocasião dos pagamentos de propina, entre os anos de 2010 e 2018. Até esta semana ele presidia o conselho de administração da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), e renunciou ao cargo após o caso vir à tona.

Segundo o UOL , no acordo de colaboração premiada, homologado em 2021 pelo ministro Raul Araújo, Hamilton Amadeo admitiu que tinha a palavra final sobre os pagamentos feitos ilegalmente para gestores, a fim de obter e manter concessões na distribuição de água.