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Teresina - Piauí

Família denuncia que idosa está há 13 dias na UPA do Promorar aguardando vaga em UTI

Segundo os familiares, o quadro de saúde é gravíssimo e vem se agravando enquanto aguarda transferência.

A família de Antonia Monteiro da Silva, de 61 anos, denunciou ao GP1 que a paciente está internada há 13 dias na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Promorar, na zona sul de Teresina, aguardando a liberação de um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo os familiares, o quadro de saúde é gravíssimo e vem se agravando enquanto a transferência não é realizada.

Em relato ao GP1, neste domingo (19), Débora Bezerra, filha de Antonia, afirmou que a família vive dias de desespero diante da falta de uma vaga para atendimento especializado. "Minha mãe está internada há 13 dias em uma UPA, intubada, aguardando uma vaga de UTI que nunca chega. O estado de saúde dela é gravíssimo e, a cada dia que passa, a situação piora", relatou.

De acordo com a filha, Antonia sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) há alguns anos e ficou com sequelas que provocam crises convulsivas. No último dia 6, ela passou mal após uma queda acentuada da glicemia e apresentou mais de oito crises convulsivas, sendo levada para a UPA do Promorar.

A família afirma que a unidade presta os primeiros cuidados, mas não dispõe da estrutura necessária para a realização de exames e do tratamento intensivo exigido pelo caso. "Ela precisa fazer exames, como tomografia e eletro, e na UPA não tem estrutura para isso. Eles estão apenas mantendo ela viva e ontem recebemos uma notícia devastadora. O médico foi muito sincero ao dizer que ela está se acabando, que está piorando cada vez mais e que, se continuar na UPA sem conseguir uma vaga em uma UTI, ela pode não resistir", afirmou.

A família pede que as autoridades de saúde adotem providências urgentes para garantir a transferência da paciente. "Não estamos pedindo privilégio. Estamos pedindo o direito à vida e ao atendimento que ela precisa. Cada minuto faz diferença e pode representar a chance de salvar a vida da minha mãe", declarou a filha.

Outro lado

O GP1 entrou em contato com a assessoria de comunicação da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina e com o prefeito Sílvio Mendes, contudo não houve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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