A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social encerrou seus trabalhos sem a aprovação de um relatório final, após a rejeição do parecer apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A votação ocorreu na madrugada deste sábado (28), após mais de 16 horas de reunião, e terminou com 19 votos contrários e 12 favoráveis.

Com a decisão, o colegiado conclui sete meses de investigação sem um documento oficial consolidando as conclusões dos trabalhos.

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Deputado Alfredo Gaspar

A base governista, que possui maioria na comissão, tentou apresentar um relatório alternativo elaborado pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS). O texto previa, entre outros pontos, o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

No entanto, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), não autorizou a leitura do relatório alternativo, o que impediu a realização de uma nova votação que poderia ocorrer ainda na manhã deste sábado.

Um dos pontos que mais geraram reação entre os governistas foi o trecho do relatório de Alfredo Gaspar que pedia o indiciamento do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No parecer, Lulinha foi associado ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e apontado como possível integrante de um esquema envolvendo crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e tráfico de influência. Ao todo, ele foi incluído entre os 216 nomes na lista de pedidos de indiciamento.

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Segundo o relator, Lulinha não seria apenas um “mero conhecido” do lobista, mas alguém que teria atuado como facilitador de acesso e possível sócio oculto nas atividades investigadas.