Relatórios médicos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (17) apontam uma evolução positiva no quadro de saúde dele, 25 dias após o início da prisão domiciliar. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por envolvimento em trama golpista e permanece em sua residência, em Brasília. O médico Alexandre Firmino Paniago indicou a realização de uma cirurgia.
A prisão domiciliar foi autorizada temporariamente pelo ministro Alexandre de Moraes para que o ex-presidente pudesse se recuperar de uma pneumonia bilateral. De acordo com o médico responsável pelo acompanhamento, Brasil Ramos Caiado, Bolsonaro apresenta “boa evolução do quadro pulmonar e digestivo”, com melhora em sintomas como falta de ar, cansaço e refluxo gastroesofágico, além de maior disposição para atividades cotidianas.
Os documentos médicos também informam que o ex-presidente alterou sua alimentação, passando a seguir uma dieta com baixo teor de acidez, reduzida em sódio e gorduras. Segundo o médico, essa mudança tem contribuído para a recuperação do quadro clínico.
Ainda conforme os relatórios, Bolsonaro mantém a pressão arterial controlada e apresenta melhora discreta e progressiva na função respiratória.
Nova cirurgia
Com a evolução do estado de saúde, mas ainda com queixas de dores no ombro direito, a equipe médica avalia a necessidade de um novo procedimento cirúrgico. O médico Alexandre Firmino Paniago indicou a realização de uma cirurgia para correção de lesões no manguito rotador.
“Indico procedimento cirúrgico para fixação das lesões do manguito rotador do ombro direito e lesões associadas por via artroscópica”, informou o especialista ao STF.
Um relatório fisioterapêutico também aponta que Bolsonaro apresenta dor intensa no ombro direito e que exames complementares e avaliação ortopédica indicam a necessidade de tratamento cirúrgico.