O Ministério das Relações Exteriores de Israel declarou, nesta quarta-feira (08), que o país continuará promovendo ataques contra o Líbano com a meta de eliminar o Hezbollah. Em uma postagem nas redes sociais, o órgão também fez críticas a autoridades libanesas por não conterem ações do grupo contra o território israelense.

“O presidente e o primeiro-ministro do Líbano não têm vergonha em atacar Israel por fazer o que eles deveriam ter feito: atacar o Hezbollah. Eles não desarmaram o Hezbollah, não impedem que disparem contra Israel. Eles mentiram quando afirmaram que haviam desmilitarizado a área até o Litani. Agora, nós devemos fazer isso no lugar deles. É hora de começar a agir contra o Hezbollah. Em atos, não em palavras. E se vocês são incapazes de fazer isso, pelo menos não atrapalhem”, diz a publicação.

Lebanon’s president and prime minister have no shame in attacking Israel for doing what they should have done: striking Hezbollah. After thousands of attacks on Israel from their territory, they offer no apology - and rather come with demands. They did not disarm Hezbollah.… — Israel Foreign Ministry (@IsraelMFA) April 8, 2026

As investidas israelenses realizadas nesta quarta-feira foram classificadas por autoridades do Líbano como a mais intensa sequência de bombardeios desde o começo do confronto. Pelo menos 254 pessoas morreram e 1.165 ficaram feridas. A capital, Beirute, concentrou o maior número de impactos.

As Forças de Defesa de Israel afirmaram ter executado mais de 100 ataques aéreos em poucos minutos, sustentando que os alvos eram instalações ligadas ao Hezbollah.

Sem anúncio no momento

A manutenção da ofensiva levou o Hezbollah a solicitar moderação e a alertar para possíveis consequências. Já o embaixador do Irã na ONU declarou que novos ataques israelenses podem piorar ainda mais o cenário e provocar efeitos em toda a região.

Diante do aumento da tensão, o Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz. De acordo com autoridades iranianas, a intensificação das ações de Israel no Líbano configura uma violação do cessar-fogo estabelecido com os Estados Unidos na terça-feira (07).