O Ministério das Relações Exteriores de Israel declarou, nesta quarta-feira (08), que o país continuará promovendo ataques contra o Líbano com a meta de eliminar o Hezbollah. Em uma postagem nas redes sociais, o órgão também fez críticas a autoridades libanesas por não conterem ações do grupo contra o território israelense.
“O presidente e o primeiro-ministro do Líbano não têm vergonha em atacar Israel por fazer o que eles deveriam ter feito: atacar o Hezbollah. Eles não desarmaram o Hezbollah, não impedem que disparem contra Israel. Eles mentiram quando afirmaram que haviam desmilitarizado a área até o Litani. Agora, nós devemos fazer isso no lugar deles. É hora de começar a agir contra o Hezbollah. Em atos, não em palavras. E se vocês são incapazes de fazer isso, pelo menos não atrapalhem”, diz a publicação.
As investidas israelenses realizadas nesta quarta-feira foram classificadas por autoridades do Líbano como a mais intensa sequência de bombardeios desde o começo do confronto. Pelo menos 254 pessoas morreram e 1.165 ficaram feridas. A capital, Beirute, concentrou o maior número de impactos.
As Forças de Defesa de Israel afirmaram ter executado mais de 100 ataques aéreos em poucos minutos, sustentando que os alvos eram instalações ligadas ao Hezbollah.
A manutenção da ofensiva levou o Hezbollah a solicitar moderação e a alertar para possíveis consequências. Já o embaixador do Irã na ONU declarou que novos ataques israelenses podem piorar ainda mais o cenário e provocar efeitos em toda a região.
Diante do aumento da tensão, o Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz. De acordo com autoridades iranianas, a intensificação das ações de Israel no Líbano configura uma violação do cessar-fogo estabelecido com os Estados Unidos na terça-feira (07).