O ministro André Mendonça , do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu barrar o envio de informações solicitadas pela CPI do Crime Organizado relacionadas à morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão , conhecido como “Sicário”, além de dados sobre investigações da Polícia Federal envolvendo o Banco Master .

A decisão respondeu a um pedido formal encaminhado pelo senador Fabiano Contarato, presidente da CPI. Segundo o ministro, as informações solicitadas permanecem sob sigilo porque as investigações ainda estão em andamento.

Foto: Luiz Silveira/STF
Ministro André Mendonça

Mendonça destacou que os dados requisitados fazem parte de processos sob sua relatoria no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura possíveis irregularidades relacionadas ao Banco Master e outros fatos conexos, incluindo a morte de Mourão.

“Resta inviabilizado, no presente momento, o compartilhamento dos elementos informativos que lhes são correlatos”, afirmou o ministro, ressaltando que o envio das informações poderá ser reavaliado após a conclusão das diligências.

O caso envolvendo Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão ganhou repercussão após sua prisão pela Polícia Federal no início de março. Custodiado em uma unidade da PF em Minas Gerais, ele tentou tirar a própria vida e chegou a ser hospitalizado, mas morreu dias depois.

As investigações apontam que Mourão, apelidado de “Sicário”, integraria um grupo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, conhecido como “A Turma”. Segundo apurações, a organização seria responsável por ameaças e intimidações contra adversários do empresário.

Sem anúncio no momento

Com a decisão, o STF mantém sob sigilo elementos considerados sensíveis até que as investigações sejam concluídas, reforçando o entendimento de que o compartilhamento de informações só poderá ocorrer em momento posterior, quando não houver risco ao andamento dos trabalhos investigativos.