O empresário Saul Klein , filho do fundador das Casas Bahia , Samuel Klein, passou à condição de réu por acusações ligadas à exploração sexual de mulheres. A denúncia apresentada pelo Ministério Público e aceita parcialmente pela Justiça envolve quatro crimes: favorecimento à prostituição ou exploração sexual de pessoa vulnerável; favorecimento à prostituição mediante violência ou grave ameaça; aliciamento com uso de grave ameaça; além de violência, coação, fraude, abuso e organização criminosa.

O caso tramita em segredo de Justiça e as informações foram divulgadas pelo portal UOL . A defesa de Saul Klein, conduzida pelo advogado Alberto Toron, afirmou que a decisão judicial descartou outras acusações, como estupro, cárcere privado e redução à condição análoga à escravidão.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Araraquara
Empresário Saul Klein, filho do fundador das Casas Bahia, Samuel Klein

Sobre os demais apontamentos, os advogados sustentam que “a relação mantida entre as partes era livre e consensual, no contexto de uma dinâmica conhecida como sugar daddy e sugar baby”. A expressão é utilizada para definir uma relação em que um homem mais velho oferece suporte financeiro a uma pessoa mais jovem em troca de envolvimento afetivo.

“A decisão judicial, em linha com o entendimento já parcialmente adotado pelo próprio Ministério Público, afastou as imputações de estupro, cárcere privado e redução à condição análoga à de escravo. Em relação às acusações remanescentes, o magistrado destacou a relevância da tese defensiva de que a relação mantida entre as partes era livre e consensual, no contexto de uma dinâmica conhecida como ‘sugar daddy’ e ‘sugar baby’, ressalvando que a matéria deverá ser aprofundada ao longo da instrução processual. A defesa permanece confiante de que, ao final do processo, todas as acusações serão integralmente rejeitadas”, disse a nota da defesa.

Saul Klein também foi alvo de investigação por supostamente aliciar jovens entre 16 e 21 anos, explorá-las sexualmente e mantê-las em cárcere privado. Em 2023, o empresário acabou condenado pela Justiça do Trabalho ao pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.

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