Morreu, nesse domingo (17), o policial civil Felipe Monteiro Marques, de 46 anos, que estava internado em estado grave desde março de 2025, após ser baleado na cabeça durante uma operação aérea da Polícia Civil do Rio de Janeiro . Felipe atuava como copiloto de um helicóptero da corporação quando a aeronave foi atingida por disparos de fuzil durante uma ação na comunidade Vila Aliança, na zona oeste da capital fluminense.
A morte foi confirmada por meio de uma publicação feita no perfil oficial do policial nas redes sociais, administrado por sua esposa, Keidna Marques. Na nota de despedida, familiares destacaram a coragem e a força demonstradas por Felipe durante todo o período de recuperação.
“Felipe foi um guerreiro do início ao fim, enfrentando cada desafio com coragem, determinação e fé. Seu legado jamais será esquecido”, diz a mensagem.
A causa da morte não foi divulgada pela família. Até o momento, também não foram informados detalhes sobre velório e sepultamento.
O Governo do Estado do Rio de Janeiro lamentou a morte do agente e destacou sua trajetória na segurança pública. Em nota, a gestão estadual ressaltou a bravura e o comprometimento de Felipe Marques durante sua atuação como piloto da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), afirmando que sua dedicação permanecerá como referência para a corporação.
Quadro clínico se agravou nos últimos dias
Na última sexta-feira (15), familiares haviam informado que Felipe estava internado em estado grave após passar por uma cirurgia para retirada de um hematoma na cabeça. Segundo relatos, ele apresentou piora clínica após uma infecção se agravar, exigindo reforço no tratamento com antibióticos e medicações intensivas.
Dias antes, o policial já havia apresentado alterações no quadro de saúde, exigindo acompanhamento constante da equipe médica.
Felipe enfrentava uma longa batalha pela recuperação desde o atentado. No início de maio, ele passou por nova cirurgia após o surgimento de novos pontos de sangramento no cérebro. Antes disso, em abril, havia sido submetido a uma cranioplastia para implantação de uma prótese craniana.
Em dezembro de 2025, ele chegou a receber alta após quase nove meses de internação e foi encaminhado para reabilitação. No entanto, em janeiro deste ano, precisou retornar ao hospital após desenvolver uma infecção, o que levou à retirada da prótese.
Relembre o caso
Felipe foi baleado em março de 2025 durante uma operação policial na favela Vila Aliança. O helicóptero em que ele estava foi alvejado por criminosos enquanto sobrevoava a região.
O disparo atingiu o lado direito da testa do policial, causando a perda de cerca de 40% do crânio. Ele foi socorrido em estado gravíssimo e submetido a uma série de procedimentos cirúrgicos ao longo dos últimos meses.
Segundo médicos, fatores como a trajetória do projétil e o fato de a bala ter ricocheteado na estrutura da aeronave antes de atingi-lo foram determinantes para que o ferimento não fosse fatal naquele momento.
Após meses de tratamento intensivo e múltiplas cirurgias, Felipe não resistiu às complicações clínicas. Sua morte gerou comoção entre colegas de corporação, familiares e amigos.