A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PC-RS) indiciou o jornalista e escritor Eduardo Bueno , conhecido como Peninha, pelo crime de discriminação religiosa contra pessoas evangélicas. A investigação foi centrada em vídeo que o autor sugere não deixar pessoas de fé evangélica votar.

O inquérito foi instaurado em fevereiro contra o jornalista. Uma decisão judicial determinou que o vídeo em que Peninha é acusado de discriminação fosse retirado do feed do canal Buenas Ideias, no Youtube.

Foto: Reprodução/ Redes sociais
Eduardo Bueno (Peninha)

Publicado em janeiro, o vídeo faz menção a queda de um raio durante manifestação do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Em tom cômico, Peninha diz que evangélicos não deveriam votar porque não escolhem seus pastores.

Segundo o delegado Vinicius Nahan, a declaração feita pelo escritor configura o crime de preconceito religioso. “A discriminação por motivação religiosa feita pela internet tem o entendimento que o fato de ter defendido a retirada de direitos políticos de um grupo social em razão de sua religião configura o crime de preconceito religioso, que não está protegido pela liberdade de expressão”, explicou o delegado.

Com a conclusão da investigação, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público. A Polícia Federal de Porto Alegre também apura o mesmo caso, e segundo a defesa de Peninha, é a autoridade competente a tratar do fato, visto que aborda um crime federal.

A defesa do autor de livros de História do Brasil argumenta que as declarações teriam “tom jocoso” e estão amparadas pela liberdade de expressão.

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