Mais de 80 jornalistas, radialistas e demais profissionais de comunicação da Rádio Justiça e da TV Justiça aprovaram, em assembleia realizada nessa quarta-feira (10), a deflagração de uma greve por tempo indeterminado em razão do atraso no pagamento de salários e benefícios trabalhistas. A paralisação está prevista para começar no próximo domingo, 15 de junho.

O movimento envolve trabalhadores terceirizados contratados pela Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac), entidade responsável pela prestação de serviços às emissoras ligadas ao Supremo Tribunal Federal (STF). A fundação encontra-se em processo de recuperação judicial e é alvo de investigações.

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Funcionários da Rádio e TV Justiça aprovam greve por salários atrasados

Entre os profissionais afetados estão jornalistas, produtores, editores de imagem, operadores técnicos e trabalhadores das áreas administrativas, responsáveis pelo funcionamento diário das emissoras.

De acordo com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF), a decisão pela greve foi tomada após sucessivas tentativas de negociação sem que houvesse uma solução para os atrasos salariais e o pagamento de benefícios.

Segundo a entidade sindical, a situação financeira enfrentada pelos trabalhadores se agravou nos últimos meses, comprometendo a rotina dos profissionais e gerando insegurança quanto ao recebimento dos valores devidos.

Programação pode sofrer impactos

A TV Justiça está no ar desde 2002 e é responsável pela transmissão de julgamentos, sessões e demais atividades institucionais do Poder Judiciário, incluindo as sessões do Supremo Tribunal Federal. Já a Rádio Justiça opera desde 2004, divulgando informações e conteúdos relacionados ao sistema de Justiça brasileiro.

Sem anúncio no momento

Com a paralisação, a programação das emissoras poderá ser afetada caso não haja acordo entre os trabalhadores e a Fundac antes da data prevista para o início da greve.

Os profissionais afirmam que permanecem abertos ao diálogo e à negociação, mas condicionam o encerramento do movimento à regularização dos salários, benefícios e demais obrigações trabalhistas pendentes.

Até o momento, a decisão aprovada em assembleia está mantida e a paralisação segue prevista para começar em 15 de junho.