Fechar
GP1

Palmas - Tocantins

Secretária de Saúde de Palmas é presa em operação que investiga irregularidades em contrato de R$ 139 milhões

Polícia aponta tentativa de ocultação de provas e interferência nas investigações sobre gestão das UPAs.

A secretária municipal de Saúde de Palmas (TO), Dhieine Caminski, e o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, foram presos preventivamente nesta quinta-feira (11) durante a Operação Falsa Emergência, deflagrada pela Polícia Civil do Tocantins. A investigação apura supostas irregularidades em um contrato de R$ 139 milhões firmado para a gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul da capital.

As prisões foram autorizadas pela 1ª Vara Regional das Garantias de Palmas após a polícia apresentar novos elementos que, segundo os investigadores, indicam tentativas de ocultação de provas, alinhamento de versões entre investigados e interferência na produção de evidências.

Foto: Reprodução/Secom/PalmasSecretária de Saúde de Palmas é presa em operação que apura contrato de R$ 139 milhões
Secretária de Saúde de Palmas é presa em operação que apura contrato de R$ 139 milhões

Operação investiga contrato firmado pela prefeitura

A Operação Falsa Emergência foi iniciada em 21 de maio e tem como foco a contratação da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, entidade responsável pela administração das duas unidades de saúde desde março deste ano.

Em nota, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba informou que não é alvo da investigação e negou qualquer vínculo institucional com Cláudia Fernanda.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações apuram possíveis crimes de falsidade documental, associação criminosa e lavagem de dinheiro relacionados ao processo de contratação e execução do serviço.

Os investigadores afirmam que novas diligências realizadas após o início da operação revelaram indícios que justificaram o pedido de prisão preventiva dos gestores municipais.

Suspeita apontada como articuladora está foragida

Além dos mandados cumpridos contra os dois servidores da Secretaria Municipal de Saúde, a Justiça também determinou a prisão preventiva de Cláudia Fernanda Cândido da Silva.

Segundo a Polícia Civil, ela seria uma das principais articuladoras dos interesses da organização social contratada e teria papel relevante no suposto esquema investigado.

Até o momento, Cláudia Fernanda não foi localizada pelas autoridades e é considerada foragida.

Prefeitura diz que aguarda acesso aos autos

Também por meio de nota, a Prefeitura de Palmas informou que acompanha o caso e aguarda acesso às informações oficiais constantes no processo para se manifestar de forma detalhada.

A administração municipal ressaltou que os serviços da Secretaria de Saúde seguem funcionando normalmente, incluindo os atendimentos prestados nas UPAs Norte e Sul.

Apesar das prisões, a prefeitura afirmou que não houve interrupção das atividades nas unidades de pronto atendimento.

Mais conteúdo sobre:

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.