O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro defendeu, nessa segunda-feira (13), que sejam retomadas as sanções previstas na Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita após o magistrado determinar a suspensão, por 90 dias, das visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, ao ex-presidente Jair Bolsonaro .
Em publicação em inglês, Eduardo associou a decisão judicial ao cenário eleitoral brasileiro. “Se em um país inteiro apenas um prisioneiro for proibido de se comunicar com seu filho e candidato à presidência por razões políticas, essa eleição não deveria, antecipadamente, ser reconhecida como democrática pelos países livres”, afirmou.
If in an entire country only one prisoner is forbidden from communicating with his son - and presidential candidate - for political reasons, this election should not, in advance, be recognized as democratic by free countries.
The Magnitsky sanction against the Brazilian supreme… https://t.co/seWiNOBeAw— Eduardo Bolsonaro???????? (@BolsonaroSP) July 13, 2026
Na sequência, o ex-deputado escreveu: “A sanção Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes, deve ser restabelecida”.
A medida citada por Eduardo havia sido aplicada pelos Estados Unidos contra Moraes em julho de 2025, mas acabou revogada em dezembro do mesmo ano.
A manifestação foi divulgada poucas horas após a decisão de Alexandre de Moraes, que também determinou que a defesa de Jair Bolsonaro apresente esclarecimentos sobre uma carta escrita pelo ex-presidente e publicada nas redes sociais de Flávio Bolsonaro.
No documento, Bolsonaro reafirma a candidatura presidencial de Flávio, defende a união da direita e apresenta o senador como seu “porta-voz”. Na avaliação do ministro, há indícios de possível descumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente no regime de prisão domiciliar humanitária.