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Marcos Valério diz que administrava caixa clandestino de R$ 100 milhões do PT

Delator revelou que foi procurado pelo PT, em 2005, para utilizar parte do caixa clandestino.

A revista Veja divulgou nesse domingo (3) novos detalhes sobre o depoimento do operador do esquema do mensalão, Marcos Valério, na delação premiada na Polícia Federal.

Marcos Valério afirmou que administrava um caixa clandestino do PT com um saldo de R$ 100 milhões. De acordo com a reportagem, a delação de Valério foi homologada pelo ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello e os depoimentos foram filmados.

Na delação, Valério relatou que foi procurado pelo PT, em 2005, para utilizar parte do caixa clandestino para entregar R$ 6 milhões ao empresário Ronan Maria Pinto, de Santo André, que chantageava o então presidente Lula, ameaçando contar detalhes sobre as ligações dos petistas com a facção criminosa PCC e o assassinato do prefeito Celso Daniel.

“Eu simplesmente, eu tinha muito mais que os seis milhões na mão deles, eu tinha umas dez vezes mais que isso na mão, então, pagar os 6 milhões não era o problema”, afirmou Valério.

Posteriormente, o delator contou que evitou fazer o pagamento porque soube que o caso envolvia o assassinato do prefeito Celso Daniel, que foi torturado e morto em 2002. “Se eu não tivesse rastreado tudo isso, e não tivesse chegado a essa conclusão, eu teria feito, gente. Por que que eu não ia fazer? Eu tinha mais de 100 milhões deles na mão”, declarou Valério.

Condenação

Marcos Valério foi condenado a 37 anos de cadeia e atuou como operador de pagamentos a parlamentares em troca de apoio no Congresso ao então recém-eleito Governo Lula.

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