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Começa temporada de resgate de pinguins no litoral de São Paulo

Aves típicas das regiões frias, os pinguins estão chegando ao litoral norte do Estado de São Paulo.
Por Estadão Conteúdo

Aves típicas das regiões frias, como a Patagônia argentina, os pinguins estão chegando ao litoral norte do Estado de São Paulo. A equipe de monitoramento das praias do Instituto Argonauta para Conservação Costeira e Marinha, começou a identificar a chegada dos pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) na região.

Os primeiros espécimes registrados pelo Instituto foram encontrados em Ilhabela. Do final de maio até o dia 27 de junho, já foram contabilizadas pela instituição 41 ocorrências de pinguins. Muitos deles tiveram de ser recolhidos e alimentados.

A equipe do Instituto Argonauta orienta a população sobre como proceder caso encontre um pinguim na praia, pois é preciso ter muito cuidado com o manuseio desses animais. Ao contrário do que as pessoas pensam, o pinguim está acostumado a temperaturas que variam entre 7 e 30 graus, por isso, a orientação dos técnicos é para colocá-lo em lugar seco como, por exemplo, em uma caixa de papelão, envolto em uma toalha ou jornal para mantê-lo aquecido.

Os técnicos explicam que não se deve colocar a ave em recipientes com gelo, pois isso pode reduzir a temperatura do corpo do animal, podendo causar sua morte. Se o pinguim estiver nadando, o ideal é não se aproximar, mas se a ave estiver na areia, é preciso chamar a equipede atendimento para que seja devolvido à água só depois de se alimentar e descansar. O ideal é isolar a área até a chegada da equipe, inclusive para evitar o ataque de cães.

Conforme o instituto, os pinguins migram todos os anos da Patagônia, no sul da Argentina, em busca de alimento, mas alguns acabam se perdendo do grupo e são encontrados em praias brasileiras. No litoral norte de São Paulo, a temporada inicia em junho, mas o pico ocorre entre os meses de julho e agosto.

O Instituto Argonauta reabilita pinguins desde o ano de 2012 em continuidade ao trabalho realizado, desde 1996, pelo Aquário de Ubatuba. Os animais geralmente chegam muito debilitados. Os que sobrevivem são acompanhados pelos médicos veterinários, passam por exames, teste de impermeabilização e recebem um microchip. Após essa fase, são reintroduzidos à natureza, com a soltura no mar.

LOBO-MARINHO – No último dia 1.o, a equipe do Instituto Argonauta foi acionada para uma ocorrência de um lobo marinho vivo, entre a praia das Pedras Miúdas e a Ilha das Cabras, em Ilhabela. A equipe de veterinários e técnicos de São Sebastião deslocou-se de bote para o apoio da equipe de campo, e fez uma avaliação das condições do animal. O exame revelou que o lobo marinho, apesar de ativo, estava com uma grave lesão no olho esquerdo, por isso ele foi resgatado e embarcado até a Unidade de Estabilização de São Sebastião.

Após os primeiros cuidados, o lobo-marinho foi transferido para o Centro de Reabilitação e Despetrolização de Ubatuba (CRD), para atendimento e realização de exames complementares que constataram que o animal, além da lesão no olho, estava magro e desidratado. O lobo-marinho, um filhote, recebeu os primeiros atendimentos e segue em observação pela equipe do instituto. O animal, que chega a pesar mais de 300 quilos, está ameaçado de extinção.

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