O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (19) a suspensão imediata de todos os pagamentos e subsídios destinados à Colômbia. Em publicação na rede social Truth Social, o republicano acusou o presidente colombiano, Gustavo Petro, de ser “um líder do tráfico de drogas” e de incentivar a produção em massa de entorpecentes no país.
Na declaração, Trump afirmou que Petro “promove a produção massiva de drogas em grandes e pequenos campos por toda a Colômbia”, e que o governo colombiano estaria permitindo que o tráfico se tornasse “o maior negócio do país”. O presidente americano ainda classificou o envio de recursos de Washington a Bogotá como “um golpe de longo prazo contra a América”, e declarou que, a partir de agora, “nenhuma forma de pagamento ou subsídio será mais enviada à Colômbia”.
A Colômbia é o maior produtor mundial de cocaína e recebe anualmente milhões de dólares dos Estados Unidos em programas de cooperação voltados ao combate ao narcotráfico e ao desenvolvimento rural alternativo. O corte de verbas representa um novo capítulo de tensão nas relações bilaterais entre os dois países.
Em resposta, Gustavo Petro usou a rede social X (antigo Twitter) para rebater as acusações. “Trump está enganado por seus círculos e assessores”, escreveu. “O principal inimigo que o narcotráfico teve na Colômbia, no século XXI, foi aquele que revelou suas relações com o poder político do país. Esse fui eu.” No sábado (18), Petro já havia criticado o governo americano, acusando os Estados Unidos de violarem a soberania colombiana durante operações militares no Caribe contra o narcotráfico.
Além da Colômbia, Trump também voltou a atacar o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela, a quem acusa de liderar o cartel de drogas Los Soles, com conexões diretas com a gangue Tren de Aragua. Recentemente, o republicano autorizou a CIA a realizar operações secretas no país vizinho, em uma medida que intensifica a pressão contra o governo venezuelano. Segundo Trump, “a Venezuela está sentindo a pressão” e Maduro estaria “esvaziando prisões para enviar criminosos aos Estados Unidos”.
Izabella Furtado
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