Após a prisão preventiva de Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes neste sábado (22), alguns apoiadores, dentre eles o desembargador Sebastião Coelho, usaram as redes sociais para questionar o comandante do Exército Brasileiro, general Tomás Paiva a respeito do local onde o ex-presidente será mantido.
O questionamento acontece porque, segundo a decisão, o ex-presidente ficará preso na Sala de Estado, destinada a figuras públicas com prerrogativas especiais, localizada na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Contudo, Jair Bolsonaro é um oficial do exército brasileiro e segundo o estatuto dos militares o “cumprimento de pena de prisão ou detenção somente em organização militar da respectiva Força cujo comandante, chefe ou diretor tenha precedência hierárquica sobre o preso ou, na impossibilidade de cumprir esta disposição, em organização militar de outra Força cujo comandante, chefe ou diretor tenha a necessária precedência”.
O desembargador Sebastião Coelho postou um vídeo nas redes sociais onde indaga se Tomás Paiva se manterá em “silêncio, cumplice com Alexandre de Moraes”. Segundo o magistrado, caso Jair Bolsonaro permaneça na Polícia Federal, outras figuras como o general Braga Netto também poderão ser encaminhadas para prisões comuns. “eu quero saber se o senhor vai fazer distinção entre um oficial general e um oficial intermediário, como é o capitão Bolsonaro”, afirmou Coelho.
Francielle Barroso
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