A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes autorização para que um médico, utilizando aparelho de ultrassom portátil, avalie a suspeita de hérnia inguinal bilateral. Bolsonaro está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde 22 de novembro. O pedido surge após Moraes considerar antigos os laudos apresentados pela defesa e determinar uma perícia oficial da PF no prazo de 15 dias.
Além do exame emergencial, os advogados solicitaram que Bolsonaro possa realizar eventual cirurgia no hospital DF Star, com permanência hospitalar pelo tempo necessário à recuperação. A defesa afirma que o ex-presidente apresenta comorbidades crônicas, incluindo sequelas das cirurgias abdominais decorrentes do atentado de 2018 e episódios recorrentes de dores intensas que já exigiram atendimento urgente.
Na quinta-feira (11), os advogados informaram ter recebido nova recomendação médica, assinada pelo Dr. Claudio Birolini, indicando urgência na realização de ultrassonografia nas duas regiões inguinais para confirmar a suspeita de hérnia. O objetivo, segundo a defesa, é agilizar o processo pericial e fornecer laudos atualizados antes da conclusão da perícia oficial.
Diante disso, a equipe jurídica pede autorização para que o médico Bruno Luís Barbosa Cherulli entre na sede da PF com o equipamento necessário para avaliar Bolsonaro. O ex-presidente, inicialmente detido em caráter preventivo, passou a cumprir pena em regime fechado após decisão do STF em 25 de novembro, no processo referente à tentativa de golpe.
Caroline Vitorino
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