Tiago Pavinatto foi condenado a um ano e nove meses de prisão por calúnia. A ação foi movida em janeiro de 2025 pelo advogado e ex-secretário nacional de Justiça Augusto de Arruda Botelho. A pena foi substituída por prestações de serviço comunitário e Pavinatto também deverá pagar R$ 20 mil em indenização por danos morais e multa de cerca de R$ 470.
Botelho defende o diretor de compliance do Banco Master, Luiz Antonio Bull, e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, relator do habeas corpus contra o mesmo acusado. O advogado e o ministro viajaram juntos para o Peru.
O jornalista criticou o fato de Botelho, logo após sair da secretaria, voltar à advocacia. Uma das falas menciona a saída e opina sobre o criminalista: "Aquele que quando o Dino virou Ministro do STF e recebeu alguns casos milionários, bilionários para decidir. Aquele que vendo que o ex-chefe passou a ser juiz de casos milionários, bilionários, saiu da secretaria e foi advogar para as empresas que têm interesse nesses casos milionários, bilionários."
Em sua defesa, Pavinatto disse que sua fala ocorreu em contexto jornalístico, "com o objetivo de informar que a norma aplicável aos ex-servidores públicos federais não teria sido previamente observada pelo então secretário nacional de Justiça”.
Lilian Aragão
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