O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, nesta terça-feira (2), que o cardiologista Brasil Ramos Caiado realize visitas médicas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e três meses de reclusão na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília.
A decisão permite que o médico atenda Bolsonaro sem necessidade de comunicação prévia, desde que respeite as condições impostas pela Justiça. O pedido foi apresentado pela defesa do ex-presidente na segunda-feira (1º).
Moraes também determinou que qualquer tratamento fisioterapêutico solicitado pela equipe de Bolsonaro só poderá ocorrer mediante autorização prévia do juízo e deverá seguir as regras de agendamento da Superintendência da PF.
O ex-presidente foi condenado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Crises de soluço
Bolsonaro tem enfrentado recorrentes crises de soluço, que, segundo médicos, estão relacionadas às cirurgias realizadas no intestino. De acordo com um dos profissionais que o acompanha, foi necessário reajustar as doses de medicamentos para controlar o refluxo, condição associada ao quadro que provoca os soluços persistentes.
Izabella Furtado
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