O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve receber alta hospitalar nesta quinta-feira (1º), mesmo sem que a equipe médica tenha conseguido interromper completamente as crises de soluço que vêm incomodando o paciente. As informações foram repassadas por profissionais do Hospital DF Star, em Brasília, durante entrevista coletiva realizada para atualizar o estado de saúde do ex-chefe do Executivo.
Segundo os médicos, as crises persistiram apesar da realização de procedimentos para bloqueio do nervo frênico, responsável pelo controle do diafragma. De acordo com o cirurgião Cláudio Birolini, o resultado obtido ficou abaixo do esperado. “Nós não tivemos o resultado que nós esperávamos com o bloqueio do nervo”, afirmou. Ainda assim, o médico destacou que o procedimento trouxe elementos que podem permitir um manejo mais adequado das crises a partir de agora.
Jair Bolsonaro está internado desde o dia 24 de dezembro. Além das intervenções para tentar cessar os soluços constantes, o ex-presidente também passou por uma cirurgia para correção de hérnia inguinal. Atualmente, ele cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Segundo o médico, o resultado indica que a origem do problema pode estar associada ao sistema nervoso central. “O estímulo não é do pescoço para baixo, mas é da cabeça para cima”, afirmou.
A partir de agora, o controle dos soluços deverá ser feito por meio de medicamentos. Conforme a equipe médica, Bolsonaro não apresentou crises entre a noite de terça-feira e o meio da tarde desta quarta-feira. A principal suspeita é de que os soluços estejam relacionados a uma esofagite erosiva, tipo de lesão no esôfago geralmente causada por refluxo gástrico.
Uso de antidepressivos
Durante a coletiva, os médicos também informaram que o estado emocional de Jair Bolsonaro apresenta oscilações significativas, com piora nos períodos de soluços prolongados. Segundo a equipe, o ex-presidente chegou ao hospital com sinais de abatimento emocional e solicitou o uso de antidepressivos, pedido que foi atendido.
Além disso, os profissionais relataram que Bolsonaro sofre de apneia do sono e deverá utilizar uma máscara específica, conhecida como CPAP, para auxiliar no tratamento e reduzir os efeitos do problema respiratório.
Izabella Furtado
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